PharmData PRISMA — Documento Conceitual

A Farmácia que Ninguém Estruturou

Como o ecossistema PATOS → Lector → PRISMA captura a riqueza semântica completa do conhecimento farmacêutico — do preparo parenteral às advertências categorizadas, do monitoramento temporal às populações especiais — informação vital que hoje vive dispersa em bulas de 40 páginas, protocolos hospitalares e na memória dos profissionais.

Março 2026 · PharmData · Versão para apresentação ao Conselho

O problema invisível

Quando um sistema de informações farmacêuticas estrutura dados de medicamentos, quase sempre começa pelo óbvio: indicações, contraindicações, posologias, reações adversas. São as seções nobres da bula — aquelas que médicos consultam e que sistemas de prescrição eletrônica exibem.

Mas existe uma classe de informação farmacêutica que é igualmente vital e permanece quase inteiramente não-estruturada em qualquer base de dados brasileira: a informação de preparo e administração de medicamentos parenterais.

É o conhecimento que define se uma anfotericina B lipossomal vai ser diluída em soro fisiológico (destruindo os lipossomas e expondo o paciente a nefrotoxicidade) ou em soro glicosado 5% (a única opção segura). É o conhecimento que diferencia “estável por 6 horas” de “estável por 48 horas quando preparado em área limpa” — uma distinção que define se o hospital pode preparar lotes antecipados ou deve preparar cada dose individualmente.

Anfotericina B Lipossomal Diluir em SF (soro fisiológico) causa lise dos lipossomas, expondo o paciente à nefrotoxicidade da anfotericina convencional. O único diluente aceito é SG 5%. Além disso, o acesso venoso deve ser lavado com SG 5% antes e após a infusão por incompatibilidade do lipossoma com SF residual na linha.

Essa informação existe — dispersa em bulas de 40 páginas, monografias hospitalares, protocolos institucionais, livros de referência como o Trissel e bancos como o Stabilis. O que não existe é uma representação estruturada que permita a um sistema computacional distinguir automaticamente o que pode e o que não pode ser feito com cada medicamento em cada estado físico-químico.

Os três estados do medicamento parenteral

A chave conceitual do modelo PharmData é reconhecer que um medicamento injetável não é uma coisa — ele passa por três estados físico-químicos distintos, cada um com condições de estabilidade, restrições e prazos próprios.

Estado 1 Embalagem Fechada Produto íntegro, tal como recebido pelo almoxarifado.
Estado 2 Reconstituído Pó dissolvido no frasco-ampola. Pronto para diluir ou administrar.
Estado 3 Diluído Solução na bolsa ou seringa, pronta para infusão no paciente.

Cada estado tem seu próprio prazo de estabilidade, suas condições de armazenamento, suas restrições de diluente e material. Misturá-los numa estrutura única — como fazem a maioria dos sistemas — é perder informação clínica. Um exemplo:

Ceftriaxona
cefalosporina 3ª geração · EV e IM
Embalagem
15–30°C
Proteger da luz
Validade: do fabricante
Reconstituído
EV: 10mL de AD
IM: 3,5mL AD ou Lidocaína 1%
Estabilidade: 6h TA / 24h refrig.
Área limpa: 48h TA
Diluído
SF, SG 5%, SG 10%
40mL (infusão) / 100mL (HSL)
Nunca soluções com cálcio

Note que a reconstituição IM usa lidocaína como diluente (reduz dor na injeção), enquanto a EV usa água destilada. A estabilidade pós-reconstituição depende de onde o preparo foi feito — se em área limpa certificada, o prazo triplica. A incompatibilidade com cálcio é informação de vida ou morte para neonatos.

Nenhum desses detalhes sobrevive a uma estrutura plana de dados.

Exemplos que ilustram a riqueza

Os exemplos a seguir foram extraídos do acervo real do PATOS — 907 monografias do Hospital Sírio-Libanês e milhares de bulas profissionais ANVISA. Cada um demonstra um padrão de informação que a base PharmData captura de forma estruturada.

Vancomicina — estabilidade excepcional

Vancomicina
glicopeptídeo · EV e VO
Reconstituição
10mL de AD → concentração de 50mg/mL
Diluição
Diluir para 5mg/mL · Concentração máxima: 10mg/mL
Estabilidade pós-reconstituição
14 dias sob refrigeração 7 dias em temperatura ambiente
Cuidado especial
Bomba de infusão obrigatória — Risco de Síndrome do Homem Vermelho (reação infusional) relacionada a concentração e velocidade de infusão.

A vancomicina reconstituída é estável por 14 dias sob refrigeração — uma informação operacional de altíssimo valor. Ela permite que a farmácia central prepare um lote e distribua ao longo de duas semanas. Sem essa informação estruturada, cada dose exige preparo individual.

Fenitoína — preparo dependente do acesso venoso

Fenitoína
antiepiléptico · EV
Diluição por tipo de acesso
CVC (central) Administrar puro, sem diluição — baixa solubilidade
AVP (periférico) Diluir para 5mg/mL — potencial irritante
Restrições
Filtro 0,22μm obrigatório Verificar precipitado antes de administrar
Estabilidade pós-diluição
Imediata — terminar infusão em no máximo 4 horas

A fenitoína é o exemplo perfeito de por que a diluição não pode ser um campo único: o mesmo medicamento tem protocolos completamente diferentes dependendo de se o paciente tem acesso venoso central ou periférico. Estruturar essa informação como diluicoes_por_via permite que o sistema alerte o profissional no momento certo.

Aciclovir — a exceção perigosa

Aciclovir
antiviral · EV
Reconstituição
10mL de AD ou SF por frasco-ampola
Estabilidade pós-reconstituição
12 horas a 15–25°C
Alerta crítico
NÃO refrigerar — soluções reconstituídas podem precipitar

A maioria dos medicamentos tem estabilidade aumentada pela refrigeração. O aciclovir é uma exceção perigosa: refrigerar a solução reconstituída causa precipitação. Um campo booleano nao_refrigerar ou um alerta no Evidence Pack de reconstituição captura essa inversão de regra de forma que sistemas de suporte à decisão possam emitir alertas automáticos.

Heparina e Nitroglicerina — restrição de material

Heparina / Nitroglicerina
anticoagulante · vasodilatador · EV
Restrição de material
Sem PVC — equipos e bolsas
Heparina: adsorção pelo PVC reduz a dose disponível.
Nitroglicerina: migração para o PVC reduz concentração em até 80%.

A restrição de material — restricao_material: "sem PVC" — é um campo que não existe em nenhuma base de dados de medicamentos brasileira. Capturá-lo de forma estruturada permite que sistemas de dispensação alertem quando o equipo selecionado é incompatível com o medicamento prescrito.

Rituximabe — estabilidade diferente por via

Rituximabe
anticorpo monoclonal anti-CD20 · EV e SC
Diluição EV
SF 0,9% ou SG 5% → 1–4 mg/mL (padrão HSL: 1mg/mL)
Via SC
Solução pronta para uso — sem diluição
Estabilidade
EV pós-diluição 48h sob refrigeração
SC pós-preparo 48h refrig. + 8h TA

O rituximabe demonstra por que estabilidade deve estar dentro do EP de cada estado: a via EV tem uma estabilidade, a via SC tem outra — com regras de sequenciamento (48h refrigeração seguidas de 8h em TA).

A dimensão do acervo

907
Monografias hospitalares
Hospital Sírio-Libanês
353
Com dados de diluição
522
Com dados de estabilidade
14.338
Bulas ANVISA capturadas
PATOS · RDC 47/2009

O PATOS (repositório documental imutável) já contém o maior acervo farmacêutico estruturável do Brasil. As monografias do HSL são particularmente valiosas: são documentos práticos, escritos para o farmacêutico hospitalar, com protocolos institucionais, referências cruzadas (Stabilis, RDC 67) e informações que não existem na bula ANVISA.

A bula ANVISA, por sua vez, contém informações formais e extensas — como as 740 caracteres sobre incompatibilidades da ceftriaxona — que complementam a monografia hospitalar com o rigor regulatório.

O que muda na estruturação

A tabela abaixo compara a representação anterior (“plana”) com a nova estrutura semântica para o Evidence Pack de Diluição.

Campo Antes (plano) Depois (estruturado)
solucoes_compativeis Lista flat: ["SF", "SG 5%", "SG 10%"] Por via: EV direta → sem diluição; infusão → SF, SG 5%, SG 10%
solucoes_proibidas Não existia [{solucao: "Ringer Lactato", motivo: "contém cálcio → precipitação"}]
volumes_por_dose Não existia — volume era campo único [{dose: "até 1g", volume: "20mL"}, {dose: "até 2,5g", volume: "50mL"}]
restricao_material Não existia "sem PVC (adsorção)" / "filtro 0,22μm"
acesso_venoso Não existia "CVC: puro; AVP: diluir 5mg/mL"
estabilidade EP separado (ESTABILIDADE), muitas vezes vazio ou confundido com armazenamento Embutida no EP de diluição: [{condicao: "TA", prazo: "3h"}, {condicao: "refrigeração", prazo: "15h"}]

A mesma evolução acontece na Reconstituição:

Campo Antes Depois
reconstituicoes Diluente e volume como campo único Por via e apresentação: EV 500mg → 5mL AD; IM 1g → 3,5mL Lidocaína 1%
tecnica Não existia "Girar delicadamente, não agitar. Repousar 5 min." (infliximabe)
aspecto_solucao Não existia {cor_esperada: "amarelo-pálido a âmbar", criterio_descarte: "cristais aceitáveis"}
estabilidade Campo genérico, sem área limpa [{condicao: "TA", prazo: "6h"}, {condicao: "refrigeração", prazo: "24h"}, {condicao: "área limpa", prazo: "48h", referencia: "Stabilis, RDC 67"}]
alertas Não existia "NÃO refrigerar — precipita" (aciclovir)

Rastreabilidade bidirecional

Cada afirmação extraída — cada source_excerpt — é rastreável ao trecho exato do documento de origem. A cadeia é completa:

1
Documento fonte HSL ANVISA
Bula ou monografia capturada pelo PATOS. Imutável após ingestão — nunca editada. Cada documento tem um UUID e checksum.
2
PageIndex Tree
Índice estrutural gerado por LLM — mapeia seções, nós e conteúdo do documento. Cada nó tem um node_id que identifica o trecho na árvore.
3
Evidence Pack
Afirmação atômica extraída e estruturada. Contém source_excerpt (trecho literal), node_ids (posição na árvore) e link ao VMP_GROUP (substância + forma).
4
Curadoria humana
Farmacêutico revisa no Lector Studio: aceita, rejeita ou edita. A decisão fica registrada com curador, data e justificativa.
5
Monografia PRISMA
Renderização sob demanda dos EPs curados de um VMP_GROUP — organizada pelo framework RPDA. Não é documento: é visão viva, atualizada quando EPs mudam.

Qualquer profissional que consulte a Monografia PRISMA pode navegar até o trecho original da bula ou monografia que fundamenta cada afirmação. Essa cadeia de rastreabilidade — EP → nó da árvore → documento PATOS — é inédita em bases farmacêuticas brasileiras.

Advertências — 21 alertas numa lista plana

A bula do Humira (adalimumabe) contém 21 advertências gerais e 4 precauções. Na estrutura atual, todas colapsam numa lista flat — infecções graves, malignidades, desmielinização, reações no local da injeção e hepatite B vivem lado a lado, sem hierarquia, sem categorização.

Para o prescritor que precisa avaliar riscos antes de iniciar o tratamento, uma lista de 25 itens sem organização é ruído, não informação. O que ele precisa é saber: quais advertências exigem avaliação pré-tratamento? Quais são monitoramento contínuo? Quais são raras mas potencialmente fatais?

Humira (adalimumabe)
anti-TNF · biológico · SC
Hoje — lista plana (25 itens)
1. Infecções graves foram relatadas · 2. TB incluindo reativação · 3. Avaliação pré-tratamento obrigatória para TB · 4. Profilaxia antituberculose · 5. Infecções oportunistas · 6. Maior incidência de malignidades · 7. Linfoma hepatoesplênico de células T · 8. Câncer de pele não-melanoma · 9. Examinar para câncer de pele · 10. Doenças desmielinizantes · ... + 15 itens
Proposta — categorizado por domínio clínico
Infecções TB latente/ativa, infecções oportunistas, hepatite B → avaliação pré-tratamento
Malignidades Linfoma, câncer de pele, linfoma hepatoesplênico → monitoramento contínuo
Neurológico Desmielinização, neurite óptica, Guillain-Barré → suspensão se ocorrer
Hematológico Pancitopenia, aplasia medular → hemograma periódico
Imunológico Reações de hipersensibilidade, FAN positivo → avaliação clínica

A categorização por domínio clínico transforma uma lista indiferenciada em informação acionável. O prescritor sabe imediatamente que precisa pedir PPD e radiografia de tórax antes de iniciar, e hemograma durante o tratamento — sem precisar ler 25 itens para separar o urgente do rotineiro.

Técnica de administração — protocolos diferentes, mesma lista

A ceftriaxona pode ser administrada por via EV direta (3–5 minutos), EV diluída (30–60 minutos, ou 3 horas em pacientes críticos), intramuscular (em grande massa muscular, máximo 1g por glúteo) e durante hemodiálise (bolus com máquina em UF). São quatro protocolos completamente diferentes — velocidade, volume, local, equipamento — que hoje colapsam na mesma lista de procedimento[].

Ceftriaxona
cefalosporina 3ª geração · EV e IM
Hoje — flat
via_administracao: "EV e IM"
procedimento:
• EV Direta — 3-5 min
• EV Diluída — >30 min
• Infusão prolongada 3h
• IM — grande massa muscular
• Não >1g por glúteo
• Hemodiálise — bolus em UF
(tudo misturado)
Proposta — por via
EV direta 3-5 min, sem diluição

EV diluída ≥30 min (HSL: 60 min)
  infusão prolongada 3h (críticos)

IM Grande massa muscular
  máx 1g/glúteo, lidocaína como diluente

Hemodiálise Bolus, UF ligada
  Se 2g: diluir 50mL, 30 min

Quando a técnica está indexada por via, o sistema de prescrição pode exibir apenas o protocolo relevante para a via prescrita — reduzindo carga cognitiva e risco de erro.

Monitoramento — o tempo que falta

O monitoramento laboratorial tem fases temporais distintas: pré-tratamento, durante, e pós-tratamento. A varfarina exige INR semanal na indução e mensal na manutenção. O metotrexato exige hemograma e função renal antes de cada dose, pH urinário durante a infusão, e nível sérico após. O infliximabe exige sinais vitais a cada 30 minutos durante a infusão.

Metotrexato em altas doses
antineoplásico · imunomodulador · EV
Monitoramento por fase
Pré-tratamento
Hemograma, função renal, função hepática → antes da liberação
Durante infusão
pH urinário ≥ 7,5 · Fluxo urinário ≥ 200 mL/h · Controle de diurese
Se pH < 7,5: NaHCO₃ 20mEq em 100mL SG 5% em 1 hora
Pós-tratamento
Nível sérico de metotrexato · Leucovorina conforme protocolo de resgate
Infliximabe
anti-TNF · biológico · EV
Monitoramento durante infusão
Temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória a cada 30 minutos — não pode ser infundido com outros medicamentos na mesma via.

Sem a dimensão temporal, o EP de monitoramento é uma lista de parâmetros sem contexto. Com ela, é possível gerar checklists automatizados por fase — o que verificar antes de liberar, durante a infusão e após o término.

Populações especiais — texto monolítico, decisão opaca

A seção de populações especiais contém informações de naturezas completamente diferentes: categoria de risco na gravidez, necessidade de ajuste de dose, contraindicação absoluta, exceções condicionais. Hoje, tudo vive num campo {texto, source_excerpt} — um parágrafo que o sistema não consegue interpretar.

Varfarina
anticoagulante oral · cumarínico
Gestantes — hoje (texto único)
“Categoria X — o medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento, uma vez que o fármaco atravessa a barreira placentária e pode causar hemorragia fatal ao feto. Houve relatos de más formações de crianças nascidas de mães que foram tratadas com varfarina durante a gravidez. Exceção: Grávidas com válvula cardíaca mecânica com alto risco de tromboembolismo nas quais os benefícios do uso superam os riscos.”
Proposta — campos estruturados
categoria_risco X recomendacao Contraindicado justificativa Atravessa barreira placentária, hemorragia fetal, malformações excecoes Válvula cardíaca mecânica com alto risco tromboembolismo

Com campos estruturados, um sistema de prescrição pode: verificar automaticamente se a paciente é gestante e emitir alerta de categoria X; mostrar a exceção para válvula mecânica quando aplicável; e registrar a justificativa clínica quando o prescritor decide prosseguir apesar da contraindicação.

Visão completa: seis dimensões de estruturação

O trabalho de enriquecimento semântico do Lector não se limita às seções “nobres” da bula. São seis dimensões de informação farmacêutica que passam de texto livre para dados estruturados e acionáveis:

Dimensão Antes Depois Impacto clínico
Reconstituição Diluente e volume como texto Por via e apresentação, com técnica, aspecto e estabilidade Previne erro de diluente (anfotericina B em SF)
Diluição Lista flat de soluções Por via, com proibições, volumes por dose, restrição de material Previne incompatibilidade, adsorção por PVC
Advertência 25 itens indiferenciados Categorizado por domínio clínico (infecções, malignidades, neuro...) Checklists pré-tratamento automáticos
Técnica admin. Via única, procedimento flat Protocolo completo por via (EV direta, diluída, IM, hemodiálise) Exibe apenas protocolo da via prescrita
Monitoramento Parâmetros sem frequência Por fase temporal (pré, durante, pós) com frequência e ação corretiva Checklists por fase, alertas em tempo real
Pop. especiais Parágrafo por população Categoria de risco, recomendação, ajuste, exceções estruturadas Alerta automático por perfil do paciente

Por que isso importa

Para o farmacêutico hospitalar

A informação de preparo é consultada dezenas de vezes por dia em hospitais de média e alta complexidade. Hoje vive em tabelas Excel, folhetos impressos, guias institucionais desatualizados. Uma base estruturada permite:

Para a segurança do paciente

Erros de preparo de medicamentos parenterais estão entre as causas mais frequentes de eventos adversos evitáveis em hospitais. A anfotericina B em SF, a fenitoína sem filtro, a heparina em equipo de PVC — cada um desses erros tem consequências clínicas graves e é prevenível com informação estruturada disponível no ponto de cuidado.

Para a regulação

A ANVISA exige que bulas contenham informações de preparo e estabilidade (RDC 47/2009), mas não oferece nenhum mecanismo para que essas informações sejam consultadas de forma estruturada. O modelo PharmData transforma texto regulatório em dados acionáveis — sem alterar a fonte, sem perder rastreabilidade, sem inventar informação.